DEGRADAÇÃO de Ambientes Fluviais Por Ação Antropogênica:
novos Cená(rios) na Bacia de Drenagem do Rio Novo (es)

Nome: VINÍCIUS VIEIRA PONTINI
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 19/11/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Andre Luiz Nascentes Coelho Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Andre Luiz Nascentes Coelho Orientador
Antonio Celso de Oliveira Goulart Examinador Interno
Celia Alves de Souza Examinador Externo

Resumo: Em virtude das diversas utilidades ofertadas pelos rios e demais ambientes fluviais
associados aos seres humanos, esses agentes estabelecem relações de notoriedade
ao longo da história. Todavia, são nos tempos historicamente mais contemporâneos
que essas relações, além de ganhar novas materializações, condicionam o
agravamento sem precedentes do quadro de degradação ambiental dos rios,
notadamente no contexto urbano onde, muitas vezes, são tomados como empecilhos
ao crescimento das cidades e desconsiderados na paisagem urbana. Diante disto, o
objetivo principal desta pesquisa foi investigar a degradação de ambientes fluviais na
Bacia de Drenagem do Rio Novo (BDRN), localizada no interior do estado do Espírito
Santo, por ação antropogênica impulsionada por alterações no padrão de uso e
cobertura da terra na bacia. A base teórica-conceitual adotou o emprego da
“sociogeomorfologia” de Ashmore (2015) para pensar os rios enquanto frutos das
inter-relações estabelecidas entre processos e dinâmicas físico-naturais e
socioeconômicas, que foi expandida às bacias de drenagem. Por sua vez, a
metodologia consistiu na elaboração de mapas temáticos a partir da manipulação de
dados vetoriais e matriciais em ambiente SIG para análise e discussão de aspectos
físico-sociais da bacia e na proposta de um modelo de Protocolo de Avaliação Rápida
(PAR) enquanto ferramenta de aferição preliminar do quadro ambiental de sistemas
fluviais acessível e de baixo custo frente às consolidadas estações de monitoramento
e que foi adaptado à realidade BDRN, bem como o enquadramento da pontuação
atribuída durante a aplicação do PAR em uma escala de qualidade ambiental. O PAR
foi aplicado em treze pontos situados em perímetros urbanos da bacia, onde em oito
o resultado foi “intermediário”; em quatro o resultado foi “bom”; e em apenas um o
resultado foi “ótimo”. Verificou-se, a partir do trabalho de campo e do levantamento
bibliográfico, diferentes exemplos da interferência antrópica direta e indireta em
diversos ambientes fluviais da bacia, incluindo retificações, alterações e impedimento
de desenvolvimento das seções transversais dos rios, concretagem das margens,
transposição de bacias, aterramentos, emissão de efluentes domésticos e descarte
inadequado de resíduos sólidos que conduzem ao cada vez maior quadro de
degradação ambiental do sistema fluvial em questão.
Palavras-chave: Espírito Santo; intervenção antrópica; rios urbanos; sistema

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